sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

A Psicanálise ao Alcance da Família


“Projeto Gêniu’s”

A Psicanálise à Serviço da FamíliaPARA ALÉM DO AMOR


VOCÊ PODE MELHORAR O SEU RELACIONAMENTO CONJUGAL
“Através da terapia cognitiva”

Um sério problema nos casamentos atormentados é a forte convicção de que as coisas não vão melhorar, Esta convicção prejudica as mudanças: rouba do casal a motivação para tentar qualquer coisa construtiva, para modificar o pensamento e o comportamento. Por outro lado, já foi observado que se um cônjuge parte para uma mudança positiva, não só contribui para o relacionamento como também costuma induzir mudanças positivas no outro.
A progressão das mudanças que os casais podem almejar trata-se de fundamentos de um relacionamento forte, sólido: o compromisso mútuo, a confiança e a lealdade. Você deve dirigir-se em primeiro lugar para esses elementos de seu casamento, talvez necessitados de escora. Se for este o caso, concentre-se nos pontos fracos desses pilares – procure fomentar a cooperação, a dedicação e a confiança. – e descubra quais os atos ou as atitudes que talvez os estejam debilitando. Mesmo que você não confie, por exemplo, em seu companheiro, seria de grande utilidade – por ora, pelo menos – se você se comportasse “como se” confiasse em sua cooperação ou lealdade. Pelo menos até colocar em prática algumas das técnicas que escreverei.
Tendo adotado durante algum tempo uma atitude construtiva, de cooperação, você poderá começar a fazer coisas que ajudem a harmonizar o relacionamento. Talvez, por exemplo, concentrar-se nas atitudes cordiais de seu companheiro, reconhecendo-as. Além disso, procure pensar em coisas que dariam a ele maior satisfação e que, indiretamente, aumentariam a sua própria – um enfoque de trataremos em pormenores mais adiante
Depois de criada uma atmosfera favorável, você estará em condições de atacar os seus próprios pensamentos improdutivos. Embora essa atitude possa ser mais difícil do que outras recomendações, pode trazer o enorme beneficio da mitigação do sofrimento, ajudando a pessoa a lidar de forma mais eficiente com o cônjuge. Você então estaria em condições de aprimorar a comunicação com ele. Ajudaria, decerto, se o cônjuge concordasse em participar dos esforços: entretanto, mesmo por conta própria você poderá elevar o nível do discurso se aperfeiçoar – a clareza, passar a ouvir de forma mais ativa e assim por diante, mesmo quando o outro não colabora.
Ao eliminar a parte da interferência de fundo nas suas conversas, você poderá experimentar os métodos de defesa contra o rancor. O enfoque requer uma redução progressiva das hostilidades a ponto de não serem prejudiciais. Essa meta pode ser alcançada mediante técnicas simples de “controle do rancor” e pela programação de sessões especiais para você e seu companheiro em que ambos exprimam o que os incomoda e, se necessário, manifestem o rancor retido. Outro enfoque, em que se explora as raízes do rancor, visa a reduzi-lo pela modificação das tendências de cada um de “amplificar”, e de distorcer.
Por fim, você descobrirá ser de grande utilidade tentar algumas técnicas especiais para resolver problemas práticos do casamento e eliminar hábitos e modelos “indesejáveis”. É necessário buscar soluções criativas para problemas especiais, como os vinculados ao estresse, ao sexo e ‘as duplas carreiras profissionais.
A RESITÊNCIA À MUDANÇA

Ao considerarmos uma possível mudança, podemos nos defrontar com algumas atitudes ou convicções que debilitam nossa motivação. Tais atitudes podem se exprimir na forma de pensamentos automáticos. Depois de admitirmos essas resistências à transformação, poderemos supera-las mediante uma avaliação sensata e racional da situação, onde explicaremos por que elas são incorretas e exageradas.
Leia a lista a seguir com atenção. Verifique quais das seguintes convicções você ou seu cônjuge apresentam:

Convicções ante a transformação

Convicções ou idéias derrotistas

___ Meu marido (mulher) é incapaz de se modificar.
___ Nada pode melhorar nosso relacionamento.
___ As coisas só vão piorar.
___ As pessoas seguem seu trilho e não consegue mudar.
___ Ele (ela) nunca vai cooperar e nada pode ser feito sem a sua cooperação.
___ Já sofri demais. Não tenho mais forças para continuar tentando.
___ Se precisamos elaborar alguns problemas em nosso relacionamento, é sinal de que há alguma coisa de muito errado com ele.
___ A elaboração de certas questões do relacionamento só o faz piorar.
___ Só estamos adiando o inevitável.
___ Agora os estragos já são muito grandes.
___ Meu casamento está morto.
___ Não me sinto capaz de mudar.
___ Se não consiguimos nos entender até agora, Poe que achar que conseguiremos no futuro?
___ Não importa que ele (ela)comece a agir de forma mais positiva, o problema está na sua atitude.

Convicções e idéias com que nos justificamos

___ É normal eu me comportar desse jeito.
___ Está certo pensar domeu jeito.
___ Qualquer outra pessoa na minha posição reagiria dessa forma.
___ Ele (ela) me magoa. Merece ser magoado (a).

A exigência da reciprocidade

___ Eu me esforço. Se ele se esforçar primeiro.
___ Tango se dança a dois - não vejo por que devo ser só eu a me e a me modificar.
___ Não é justo que eu faça todo o trabalho.
___ Depois de todo o meu esfotço, agora é a vez dele (dela) se virar.
___ O que é que eu ganho com isso?
___ Ele (ela) já me magoou muito no passado; agora vai ter de fazer por onde.
___ Com vou saber se ele está ainda a fim de manter o relacionamento?


O problema está nele (nela)

___ Se comçarmos a explorar nosso relacionamento, ele (ela) vai piorar.
___ Não tem nada de errado comigo. Se ele (ela) se modificasse, tudo ficaria bem.
___ Ele (ela) não se preocupa em melhorar nosso relacionamento.
___ Ele (ela) é impossível.
___ Ele (ela) é maluco (a).
___ Ele (ela) só sabe ser daquele jeito.
___ Ele (ela) está cheia de ódio.
___ Nunca tive problemas na vida até nos casarmos.

Se você respondeu afirmativamente a alguma dessas perguntas, convém examinar o quanto significam. Podem surgir como pensamentos automáticos no momento em que você contemplar a mudança. Assim, você poderá tentar um cen-número de argumentos contrários. Analisados resumidamente, para enfocá-los.
Foi constatado que as convicções derrotistas não são válidas com facilidade. Sem dúvida, em alguns casos há cônjuges que não estão dispostos a mudar - se ela estiver apaixonada por alguma outra pessoa, por exemplo, ou se ele estiver absolutamente disposto a conseguir o divórcio. Mas os casais comprometidos com o divórcio não buscam mais formas de melhorar o casamento.
No entanto, os que gostariam de reviver um relacionamento, e também os que gostariam de ter um casamento mais gratificante, poderiam começar a refutar as convicções derrotistas que fossem possíveis. Descrevo a seguir várias atitudades desse tipo para dar uma idéia de como avali’-las e lidar com elas.

CONVICÇÕES DERROTISTAS

“Meu companheiro é incapaz de mudar.” Trata-se de uma afirmativa quase sempre equivocada. Mesmo a mais resistente couraça psicológica pode ser vencidapelo aconselhamento. Continua)

Transcrito do livro “PARA ALÉM DO AMOR”
De Aeron T. Beck, M.D.
Por Jesiel Umbelino Freire

Graduado em Ciências Biológicas, Pós Graduado em Metodologias da Educação e Processo de Aprendizagem e Psicanalista pela Sociedade Científica de Pesquisa em Psicanálise

NOTA:

Além dos problemas de relacionamento entre casais – a terapia cognitiva é também eficiente no tratamento da depressão e da ansiedade, nos distúrbios do pânico, nos distúrbios obsessivo- compulsivo, no alcoolismo, no uso indiscriminado de drogas, nos abusos sexuais e nos distúrbios da personalidade.

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